terça-feira, 28 de dezembro de 2010

"Quero viver mais um caso pensando.
Chega de viver aquele caso passado.
Quero ser, assim, seu amado.
Não quero mais viver o conto do cavalo alado"

Só queria um pouco de...

Eu queria um pouco de compreensão daqueles que estao a minha volta, as vezes mesmo sabendo que eu nao estou certo eu queria pelo menos um "é talvez voce esteja certa...". Eu queria um pouco de companherismo daqueles se dizem amigos mas que na hora da companhia real arrumao uma desculpa. Eu queria um pouco de sorriso das pessoas que eu mais amo, mesmo que elas por dentro estajao sangrando queria pelo menos que ao meu lado dessem um sorriso. Eu queria um pouco de carinho quando me sinto sozinha, so para me sentir melhor ou, ao menos, menos solitaria. Queria um pouco de paz dentro de casa, onde eu pudesse rir e brincar, conversar e cantar sempre que quisesse sem atrapalhar as pessoas a minha volta. Ai eu pergunto... é pedir demais?

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ferias, pra que te quero!

O ano letivo esta acabando, e eu ja nao aguento mais! Depois de 10 meses eu preciso de ferias urgentemente, meu cerebro ja no absrove mais nenhuma informação, e para a minha felicidade as provas de recuperação ainda nem começaram. É... provas de recuperação! Acho que to precisando de um transplante cerebral, um inteligente, para que assim eu nao fiquei mais em recuperação. Odeio pensar que eu ja poderia estar de ferias, sem nada pra fazer, podendo ir a praia sair e nao ter que me preocupar em chegar em casa e ter que estudar, ficar ate tarde estudando a maldita matematica, quimica... Mas por outro lado, é muito ruim ficar longe daqueles que durante 10 meses fizeram sua manha as mais felizes, as melhores. Nao tenho duvida de que chegará um ponto de minhas ferias (assim que elas começarem) que eu pensarei "Quando que as aulas vão voltar? Quero ir pra escola!" é estranho pensar assim, quem quer estudar?! Acho que ninguem, mas ficar longe dos amigos e longe do lugar onde voce passou o ano todo é no minimo saudoso! Mas no momento o que mais quero é sair daquele lugar e poder dizer, enfim "Aleluia, ferias!"

Duas vidas

Nas esquinas das ruas
De uma cidade grande.
Alguns como eu dão a vida
Como única chance de viver.

Nas manhãs de pobreza
E sem chance alguma.
De dia era mãe.
De noite era a mulher.

Sem como viver,
Só pensava em se vender,
Nas ruas escuras
E nos nada luxuosos motéis.

De dia, era amada.
De noite, renegada.
De dia, tentava viver.
De noite, sobreviver.

Nas esquinas das ruas
De uma cidade grande,
Um espírito de alegria
Se despedia com a noite
Em um mundo de prostituição.

Seis mil milhas


Passos sem rumo,
caminhos sem marcas.
Estradas desertas,
sem luz para me guiar.
Assim foi por seis mil milhas.

Luas já vi varias,
em estrelas me perdi.
Em nuvens me deitei,
com o sol eu brilhei.
Assim foi por seis mil milhas.

Junto com as ondas me levei,
com as chuvas me apaguei.
Na areia eu pensei,
na vida me modifiquei.
Assim foi por seis mil milhas