sábado, 4 de dezembro de 2010

Duas vidas

Nas esquinas das ruas
De uma cidade grande.
Alguns como eu dão a vida
Como única chance de viver.

Nas manhãs de pobreza
E sem chance alguma.
De dia era mãe.
De noite era a mulher.

Sem como viver,
Só pensava em se vender,
Nas ruas escuras
E nos nada luxuosos motéis.

De dia, era amada.
De noite, renegada.
De dia, tentava viver.
De noite, sobreviver.

Nas esquinas das ruas
De uma cidade grande,
Um espírito de alegria
Se despedia com a noite
Em um mundo de prostituição.

Nenhum comentário:

Postar um comentário