segunda-feira, 12 de março de 2012

Extremos indecifráveis

Por que temer tanto?

Será que temos muito a perder?
Por que questionar tanto?
Será que temos muito o que saber?
O que nos afasta dela?
Será que o que temos longe,
é tão melhor?
O que nos assusta tanto?
Será que o que temos longe,
é mais seguro?


O que faz da morte,
ser tão misteriosa?
Será que morrer
seria algo bom?
O que faz da morte ,
ser tão questionada?
Será que viver,
não é mais questionável?


Todo fim é um recomeço.
Será que a morte,
é o recomeço para a eternidade?
Todo começo parte de um fim.
Será que a vida,
é o fim do nada?


Não entendo os mistérios
da morte.
Não conheço os segredos
da vida.
Se a morte é caminhar
em direção a luz eterna.
Quero caminhar para a vida,
onde em um lugar haja a luz,
que seja melhor para sorrir.  


Part.: Lucas Moraes (Negão *-*)

domingo, 4 de março de 2012

Pedido aos quatro ventos

Eu queria ter a oportunidade
de te olhar nos olhos
e lembrar tudo o que nos aconteceu.
Eu queria ter força
de continuar o caminho sem você
e viver o que ainda tenho de meu.

Pediria aos céus para que
minha alma não tivesse ido como você se foi.
Pediria aos oceanos para que
o trouxessem de volta e assim retomar o perdido.
Pediria aos quatros ventos para que
eu pudesse sussurrar,
ao pé do teu ouvido, um ultimo "Te amo".

Eu não sei onde tudo se perdeu,
não sei quando tudo acabou.
Não entendo porque
o mesmo destino que te pôs em minha vida,
o tirou sem ao menos pedir licença.

Vidas de trincheiras

Mulheres com rostos borrados,
joelhos calejados e olheiras profundas.
Mulheres a espera do homem
que a meses, ou até mesmo anos,
saiu pela porta e no entanto não voltou.
Mulheres de atitudes corajosas,
gestos de esperança e almas não mais existentes.

Homens com roupas imundas,
braços e pernas, de muitos, amputadas,
fortes e armados.
Homens que na esperança, morreram,
na vida lutaram e em casa deixaram a saudade.

As vidas tiradas nas trincheiras
não serão substituídas,
e nem minimizadas com uma campainha de lamento.
As vidas tiradas num campo de batalha
não serão trazidas de volta com um abraço e um lenço.

As roupas ainda no armário,
o perfume na penteadeira,
o cheiro deixado no lençol
são marcas que nem o tempo apaga,
são marcas de sangue que a vida deixou passar.